Ressonância Magnética Cardíaca na Prática Clínica

Ressonância Magnética Cardíaca na Prática Clínica

Autores: Adriana Dias Barranhas; Alair Augusto S. M. D. dos Santos; Otavio R. Coelho-Filho; Edson Marchiori;
Carlos Eduardo Rochitte; Marcelo Souto Nacif.

Objetivo: Avaliar e descrever as indicações, os principais diagnósticos e os achados de imagem de ressonâncias magnéticas cardíacas realizadas na prática clínica.
Materiais e Métodos: Estudo descritivo e retrospectivo dos exames de ressonância magnética cardíaca realizados em um hospital e uma clínica particulares do município de Niterói, RJ, no período de maio de 2007 a abril de 2011.
Resultados: Um total de 1000 exames foi incluído, com pacientes apresentando média de idade de 53,7 ± 16,2 anos e predomínio no sexo masculino (57,2%). A maioria das indicações foi para pesquisa de isquemia miocárdica com estresse farmacológico (507/1000; 51%), que teve resultado positivo em 36,2% das avaliações. A pesquisa de miocardite (140/1000; 14%) foi a segunda indicação mais frequente, com resultados positivos em 63,4% dos casos. Estas duas principais indicações foram seguidas de avaliação de arritmias (116/1000; 12%), viabilidade miocárdica (69/1000; 7%) e cardiomiopatias diversas (47/1000, 5%). Em uma subanálise, foi possível identificar que a grande maioria dos exames foi realizada pela via ambulatorial (58,42%).
Conclusão: A ressonância magnética cardíaca está sendo realizada de rotina na prática clínica, tanto via ambulatorial ou pela via emergencial/intra-hospitalar, e a pesquisa de isquemia miocárdica foi a principal indicação, seguida de miocardite, displasia arritmogênica do ventrículo direito e viabilidade miocárdica.

Para visualizar e baixar o artigo completo acesse:

BARRANHAS, Adriana Dias; et. al. Ressonância Magnética Cardíaca na Prática Clínica. Radiologia Brasileira, São Paulo, v. 47, n. 1, p. 1-8, jan./ fev. 2014.
(Tamanho: 247 KB)

In English: Cardiac Magnetic Resonance Imaging in Clinical Practice.

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O Uso da Ressonância Magnética no Estadiamento do Câncer de Boca

O Uso da Ressonância Magnética no Estadiamento do Câncer de Boca

Autor: Rogério Ribeiro de Paiva.

O estadiamento do câncer de boca é fundamental na decisão do plano de tratamento e definição do prognóstico. Estudos que possam facilitar ou melhorar as informações deste estadiamento permitirão que os pacientes recebam tratamento adequado e consequentemente tenham uma melhor qualidade de vida. A ressonância magnética (RM) tem com principais vantagens o excelente detalhe para tecidos moles e o fato de não oferecer riscos biológicos para os pacientes. O objetivo desta pesquisa foi comparar o estadiamento (Classificação TNM) clínico e por RM, no câncer de boca, e verificar as concordâncias interobservadores entre radiologistas odontológicos e médicos, para as análises dos exames de RM. Foram clinicamente avaliados e submetidos a exame de RM dez (10) pacientes que procuraram o Centro de Câncer Bucal da divisão de Odontologia do Hospital Universitário de Brasília, com diagnóstico histologicamente comprovado de carcinoma espinocelular de boca, previamente ao tratamento. Os pacientes foram encaminhados ao médico cirurgião de cabeça e pescoço, para a definição do estádio TNM clínico e tratamento. A interpretação dos exames de RM foi realizada por quatro observadores, sendo dois cirurgiões-dentistas (observadores 1 e 2), mestres e especialistas em Radiologia Odontológica, com experiência em interpretação de imagens seccionais, e dois médicos radiologistas (observadores 3 e 4) , que determinaram um novo estadiamento, sem o conhecimento do estadiamento clínico estabelecido pelo cirurgião de cabeça e pescoço. Na avaliação do estadiamento clínico e por RM houve concordância significante (p < 0,05) na interpretação do radiologista odontológico (observador 2) para o estádio N e concordância significante na interpretação do radiologista médico (observador 4) para o T, N e grupamento por estádios. Na avaliação dos exames de RM houve concordância significante (p < 0,05) entre os quatro observadores para o estádio T e grupamento por estádios. Para o estádio N, não houve concordância significante entre os observadores 1 e 4 e entre os radiologistas médicos (3 e 4). Nas comparações entre os demais observadores a concordância foi significante. Os resultados indicam a importância do uso da RM no diagnóstico do câncer de boca, no entanto, fica evidente a necessidade eminente de pesquisas associadas a informações cirúrgicas e anatomopatológicas para a identificação das fontes de erro nos estadiamentos pré-tratamento. Iniciativas de formação conjunta e calibração entre radiologistas médicos e radiologistas odontológicos devem ser estimuladas para uma melhor abordagem multidisciplinar do câncer de boca.

Para baixar a tese completa acesse:

PAIVA, Rogério Ribeiro de. O Uso da Ressonância Magnética no Estadiamento do Câncer de Boca. Brasília, 2011. Tese (Doutorado em Ciências da Saúde) Faculdade de Ciências da Saúde, Universidade de Brasília, Brasília, 2011.
(Tamanho: 12,4 MB)

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Imagem por Ressonância Magnética da Vasculatura da Pele Humana: Viabilidade no Contexto Clínico

Imagem por Ressonância Magnética da Vasculatura da Pele Humana - Viabilidade no Contexto Clínico

Autores: Hugo Alexandre Ferreira; Alexandre Andrade; Pedro Contreiras Pinto; Luís Monteiro Rodrigues.

Imagiologia por Ressonância Magnética (IRM) é uma modalidade de imagem médica que está a recuperar o interesse como uma técnica não invasiva no estudo da pele. Tipicamente campos magnéticos de elevada densidade e equipamentos específicos são usados. Este facto limita o usos da técnica a laboratórios e centros de investigação especializados. Neste trabalho estudou-se a viabilidade do uso da IRM no estudo da pele e da sua vasculatura usando equipamento convencional disponível em contexto clínico. Sequências IRM para imagem estrutural e vascular foram optimizadas e testadas para obtenção de imagens da pele do punho de 6 voluntários saudáveis. As sequências observáveis dos vasos, razão sinal-ruído, e razão contraste-ruído. Foi observado que duas sequências volumétricas baseadas em eco de gradiente e com ponderações T1 e T2 forneciam informação complementar em respeito à vasculatura da pele com resoluções espaciais da ordem dos micrómetros, podendo ainda esta informação ser fundida com imagens estruturais das camadas da pele. Foi igualmente observado que estas sequências fornecem informação útil usando equipamento convencional e perspectiva-se a sua utilização no estudo das vasculatura de tumores cutâneos e na doença vascular periférica.

Para visualizar e baixar o artigo completo acesse:

FERREIRA, Hugo Alexandre; et al. Imagem por Ressonância Magnética da Vasculatura da Pele Humana: Viabilidade no Contexto Clínico. Biomedical and Biopharmaceutical Research, Lisboa, v. 8, n. 2, p. 307-312, 2011.
(Tamanho: 4,56 MB)

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Manual de Técnicas em Ressonância Magnética

Manual de Técnicas em Ressonância MagnéticaAutores: Fernanda Guimarães Meireles Ferreira; Marcelo Souto Nacif.

O Manual de Técnicas em Ressonância Magnética apresenta, além dos conhecimentos teóricos e práticos, outros importantes tópicos como treinamento, qualidade e segurança dos procedimentos, dos profissionais e dos pacientes, bem como manuseio adequado dos equipamentos e controle de qualidade são desenvolvidos neste livro de maneira clara e didática. Destinado a técnicos e tecnólogos, a estudantes de Radiologia e, certamente, de grande interesse para médicos-radiologistas e físicos especializados na área médica, este manual traz os fundamentos e as técnicas básicas, as tecnologias e os conhecimentos mais recentes na área.

Sumário:

1. Introdução;
2. Histórico;
3. Princípios Básicos;
4. Meios de Contraste e Reações Adversas;
5. Instrumentos e Equipamentos;
6. Qualidade da Imagem;
7. Como Lidar com Artefatos;
8. Segurança;
9. Angiografia por Ressonância Magnética;
10. Ressonância Magnética Cardíaca e suas Principais Técnicas;
11. Avanços em Neuroimagem;
12. Protocolos Básicos;
13. Miniatlas de Planejamento dos Exames e Anatomia Aplicada à Ressonância Magnética.

Para visualizar uma amostra do livro acesse:

FERREIRA, Fernanda Guimarães Meireles; NACIF, Marcelo Souto. Manual de Técnicas em Ressonância Magnética. Rio de Janeiro: Rubio, 2010.

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Desenvolvimento de um Programa de Controle de Qualidade em Ressonância Magnética Baseado nas Recomendações do Colégio Americano de Radiologia

Desenvolvimento de um Programa de Controle de Qualidade em Ressonância Magnética Baseado nas Recomendações do Colégio Americano de Radiologia

Autores: Alexandre S. Capaverde; Cássio S. Moura; Ana Maria M. Silva.

No Brasil ainda não existe uma legislação ou norma regulamentadora que exija o controle da qualidade (CQ) em equipamentos de ressonância magnética. Com o objetivo de suprir esta ausência, este trabalho apresenta a adaptação do programa de CQ em imagens por ressonância magnética, seguindo as recomendações do Colégio Americano de Radiologia. Para validação do programa, os testes foram realizados em dois equipamentos de um grande hospital da cidade de Porto Alegre. Foram realizados os testes de distorção geométrica, resolução espacial de alto contraste, espessura de corte, posição de corte, uniformidade da imagem, percentual de artefato fantasma e detecção de objetos de baixo contraste. Após o desenvolvimento e aplicação do programa, o hospital passou a contar com uma rotina semestral de CQ de seus equipamentos de ressonância magnética.

Para visualizar e baixar o artigo completo acesse:

CAPAVERDE, Alexandre S.; MOURA, Cássio S.; SILVA, Ana Maria M. Desenvolvimento de um Programa de Controle de Qualidade em Ressonância Magnética Baseado nas Recomendações do Colégio Americano de Radiologia. Revista Brasileira de Física Médica, Natal, v. 6, n. 2, p. 79-85, 2012.
(Tamanho: 3,62 MB)

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