Dacriocistografia em Cães com o Emprego da Ressonância Magnética (DCG-RM) e da Tomografia Computadorizada (DCG-TC)

Dacriocistografia em Cães com o Emprego da Ressonância Magnética (DCG-RM) e da Tomografia Computadorizada (DCG-TC)

Autora: Paula Abi Rached.

Introdução: A dacriocistografia convencional (DCG) é a técnica de imagem mais utilizada para a avaliação do sistema lacrimal excretor. Recentemente, DCG por ressonância magnética (DCG-RM) e por tomografia computadorizada (DCG-TC) têm sido empregadas em pacientes humanos. No entanto, em cães, os relatos de investigações sobre estas técnicas são escassos. Os objetivos, com este estudo, foram: o desenvolvimento de protocolos de RM e TC; a comparação destas técnicas para avaliação do sistema lacrimal excretor; a avaliação biométrica do ducto nasolacrimal e a apresentação da utilidade de ferramentas de reconstrução tridimensional para a visibilização do sistema lacrimal excretor em cães. Material e Métodos: DCG-RM e DCG-CT foram realizadas bilateralmente em 32 cadáveres de cães. Após canulado, o canalículo superior foi preenchido com meio de contraste (contraste iodado puro e gadolínio 1:200, para CT e RM respectivamente). Imagens transversais e tridimensionais de TC foram obtidas utilizando-se cortes de 0,8 mm e 2 mm de espessura. O protocolo de RM incluiu as sequências T1W/ 3D/ FFE, T1W/ TSE e PDW/ TSE. Em ambas as técnicas, foram testadas as orientações perpendicular e oblíqua dos cortes. Os diâmetros transversais e longitudinais e o comprimento dos ductos nasolacrimais de 23 cães foram mensurados bilateralmente. Resultados: no exame de DCG-TC, todos os
componentes foram visibilizados de modo satisfatório na grande maioria dos animais. O exame de DCG-RM apresentou tempo de varredura mais longo, obtendo-se melhores resultados com a sequência T1W/ 3D/ FFE. As médias dos diâmetros transversais para os grupos de peso corporal 1, 2 e 3 nas três regiões avaliadas variaram entre 1,07 mm e 1,09 mm. As médias dos diâmetros longitudinais para as classes 1, 2 e 3 nas três regiões avaliadas variaram entre 1,34 mm e 3,31 mm. As médias dos comprimentos do ducto nasolacrimal nos grupos 1, 2 e 3 de cães foram respectivamente: 70 mm, 93,55 mm e 108,2 mm. Conclusões: A TC é a técnica mais indicada para avaliação do SLE em cães. A sequência T1W 3D FFE permitiu a obtenção de melhores resultados comparativamente às sequências de RM. Técnicas reconstrução tridimensional mostraram-se úteis para entendimento das relações anatômicas craniais e quanto à análise biométrica. Observou-se correlação entre os diâmetros e os comprimentos com as classes de peso corporal.

Para visualizar e baixar a tese completa acesse:

RACHED, Paula Abi. Dacriocistografia em Cães com o Emprego da Ressonância Magnética (DCG-RM) e da Tomografia Computadorizada (DCG-TC). Jaboticabal, 2009. Tese (Doutorado em Cirurgia Veterinária – Radiologia), Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Jaboticabal, 2009.

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