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Correlação entre a Densidade Óssea Mandibular, Femural, Lombar e Cervical

Correlação entre a Densidade Óssea Mandibular, Femural, Lombar e Cervical

Autores: Paula Cabrini Scheibel; Paula Daniele Matheus; Cláudio Cordeiro Albino; Adilson Luiz Ramos.

Introdução: diante da maior frequência de pacientes adultos que se submetem atualmente ao tratamento ortodôntico, as condições gerais de saúde dessa faixa etária têm sido motivo de investigações correlacionadas aos eventos ligados ao metabolismo ósseo, haja vista que os movimentos dentários são dependentes do processo de remodelação óssea, ainda que num nível local. Diferentes padrões de densidade óssea podem acarretar diferentes respostas ao movimento ortodôntico. Objetivos: o presente estudo avaliou a correlação da densidade mineral óssea (DMO) geral com aquela da região mandibular. Métodos: para tanto, 22 mulheres saudáveis, com idades entre 30 e 45 anos, foram selecionadas para os exames de densitometria óssea das regiões lombar, cervical e femural, bem como da região mandibular. Foram testadas as correlações entre essas leituras e, também, estabelecidos valores de referência para as áreas cervical e mandibular. Resultados: os resultados não demonstraram correlação significativa entre a densidade mandibular e as demais áreas estudadas. Houve correlação significativa apenas entre a região cervical e a femural. O valor médio DMO normal para a região mandibular foi de 0,983g/cm² (d.p. = 0,334), enquanto para a região cervical foi de 0,768g/cm² (d.p. = 0,102), e os valores médios para a região lombar e femural foram de, respectivamente, 1,127g/cm² (d.p. = 0,067) e 0,925g/cm² (d.p. = 0,078), esses últimos semelhantes aos valores de referência da Organização Mundial de Saúde. Conclusões: sugere-se que o exame da área femural possa abranger o valor esperado para a área cervical, entretanto há necessidade do exame densitométrico particular para a área mandibular, não sendo adequada a extrapolação dos valores tradicionais (lombar e femural) para estimativa dessa área. Estudos adicionais são necessários para avaliar as variações densitométricas locais e eventual influência sobre a movimentação ortodôntica.

Para visualizar e baixar o artigo completo acesse:

SCHEIBEL, Paula Cabrini; et. al. Correlação entre a Densidade Óssea Mandibular, Femural, Lombar e Cervical. Revista Dental Press de Ortodontia e Ortopedia Facial, Maringá, vl. 14, n. 4, p. 111-122, jul./ ago. 2009.
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Comparação Preliminar entre a Ultrassonografia Quantitativa de Falanges e Densitometria Óssea na Avaliação da Massa Óssea em Adolescentes

Autores: Stênio Bruno Leal Duarte; Wellington Roberto Gomes de Carvalho; Ezequiel Moreira Gonçalves; Roberto Regis Ribeiro; Edson Santos Farias; Daniela de Oliveira Magro; Laís Mariana Ribeiro de Oliveira; Gil Guerra-Júnior.

OBJETIVO: Avaliar associação entre ultrassonografia quantitativa de falanges da mão (QUS) e a densitometria por absorção de raio X de dupla energia (DXA) e desses com os históricos alimentar e de fraturas.
SUJEITOS E MÉTODOS: Após dois anos de acompanhamento de 270 escolares, 10 com massa óssea por QUS abaixo de -2 DP foram incluídos no estudo e avaliados com DXA.
RESULTADOS: A massa óssea por DXA de L1-L4 variou de -2,8 a -1,1 DP e de corpo inteiro -2,9 e -1,2. Três estudantes apresentaram fraturas. Baixa ingestão de cálcio foi observada nos 10 casos, de fósforo em 6 e de vitamina D em 8. Não houve diferença entre os casos com massa abaixo de -2 DP nos três métodos de avaliação. Não foi observada associação entre as fraturas e o histórico alimentar, nem com os valores de massa óssea.
CONCLUSÃO: Neste pequeno grupo de adolescentes houve associação entre QUS e DXA, porém sem associação entre essas avaliações e as fraturas e a ingestão de cálcio, fósforo e vitamina D.

Para visualizar e baixar o artigo completo acesse:

DUARTE, Stênio Bruno Leal; et. al. Comparação Preliminar entre a Ultrassonografia Quantitativa de Falanges e Densitometria Óssea na Avaliação da Massa Óssea em Adolescentes. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, São Paulo, v. 56, n. 1, p. 19-24, fev. 2012.
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Densidade Mineral Óssea de Mulheres Pós-Menopausa em Diferentes Sítios e Avaliação do Risco de Fratura

Densidade Mineral Óssea de Mulheres Pós-Menopausa em Diferentes Sítios e Avaliação do Risco de Fratura

Autora: Érika Miti Yasui.

O rápido envelhecimento da população brasileira cria um contexto de assistência prolongada e específica a morbidades que tendem a ampliar a duração do tratamento, as incapacidades dos indivíduos, os gastos com exames complementares, internações hospitalares e medicação. Dentro desse contexto, a osteoporose, doença intimamente relacionada com o envelhecimento, pode ter um aumento considerável nos próximos anos. Conhecer quem são os indivíduos em risco de desenvolver a doença é fundamental, uma vez que a fratura, sua mais importante consequência clínica, representa gastos elevados com serviços de saúde e está associada à alta taxa de morbidade e mortalidade. O exame indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como padrão-ouro para o diagnóstico da osteoporose é o exame de densitometria óssea (DXA). Devido aos custos e acesso restrito e assim, selecionar candidatos ao exame é uma questão com importantes implicações clínicas e socioeconômicas. O objetivo deste estudo foi avaliar a validade diagnóstica da radiografia panorâmica para identificação de mulheres na pós-menopausa com baixa massa óssea. Foram utilizados: questionário baseado nos fatores clínicos de risco para osteoporose, exame de densitometria óssea (fêmur, coluna e antebraço), radiografia panorâmica digital e o São Paulo Osteoporosis Risk Index (SAPORI). O estudo é do tipo observacional transversal. Os valores de sensibilidade e especificidade, valor preditivo positivo e negativo foram calculados. A amostra foi constituída por 88 mulheres na pós-menopausa com média de idade de 61 anos. A baixa massa óssea no quadril foi observada em 62 mulheres (70,5%), na coluna em 61(69,3%), no antebraço em 78 (88,6%) e 52 (59,1%) na mandíbula. Fratura após os 50 anos de idade foi observada em 17 mulheres (19,3%) e 37 (42%) relataram ocorrência de queda nos últimos 12 meses. A radiografia panorâmica é um instrumento válido para a identificação de mulheres na pós-menopausa com baixa densidade mineral óssea.

Para baixar a tese completa acesse:

YASUI, Érika Miti. Densidade Mineral Óssea de Mulheres Pós-Menopausa em Diferentes Sítios e Avaliação do Risco de Fratura. São Paulo, 2012. (Doutorado em Saúde Pública) Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012.
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