Category: Anatomia

Variações Anatômicas na Porção Posterior do Polígono de Willis

Variações Anatômicas na Porção Posterior do Polígono de Willis

Autores: Maurus Marques Almeida de Holanda; Daniel de Araújo Paz; Débora de Araújo Paz; Lorena Luryann Cartaxo da Silva; Raiza Luna Peixoto; Juliete Melo Diniz.

O encéfalo é vascularizado pelas artérias carótidas internas e vertebrais que, na base do crânio, formam um polígono anastomótico; o círculo arterial cerebral (CAC), também conhecido como polígono de Willis, é fundamental para a irrigação cerebral. É frequente a ocorrência de variações anatômicas no CAC, muitas das quais se correlacionam ao surgimento de doenças cerebrovasculares. O estudo objetivou identificar a prevalência das variações anatômicas das artérias da porção posterior do CAC com base em dados obtidos no exame necroscópico de cadáveres humanos do Serviço de Verificação de Óbitos localizado na Universidade Federal da Paraíba. Foram dissecados 30 hemisférios cerebrais de cadáveres humanos de ambos os sexos, entre 18 e 70 anos. Posteriormente, foram estudadas a circulação vértebrobasilar e a carotídea interna. Observou-se uma taxa de variação anatômica de 60% na circulação cerebral posterior. O hemisfério cerebral mais acometido por anormalidades foi o direito. As variações anatômicas foram mais prevalentes na artéria comunicante posterior, e o tipo de variação anatômica mais frequente foi a hipoplasia. O conhecimento das peculiaridades das variações anatômicas do CAC é fundamental, devido a sua grande prevalência; o estudo dele é imprescindível para a compreensão do surgimento de doenças cerebrovasculares, como os aneurismas; para a realização de procedimentos microvasculares reconstrutivos; bem como para o fornecimento de informações essenciais às avaliações radiológicas.

Para visualizar e baixar o artigo completo acesse:

HOLANDA, Maurus Marques de Almeida; et. al. Variações Anatômicas na Porção Anterior do Polígono de Willis. Revista Saúde & Ciência, Campina Grande, v. 3, n. 2, p. 116-125, 2014.
(Tamanho: 298 KB)

Artigos relacionados:

 

Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição 4.0 Internacional.

Variações Anatômicas na Porção Anterior do Polígono de Willis

Variações Anatômicas na Porção Anterior do Polígono de Willis

Autores: Maurus Marques de Almeida Holanda; Daniel de Araújo Paz; Débora de Araújo Paz; Juliete Melo Diniz; Raiza Luna Peixoto; Thiago Márcio de Medeiros Maciel.

O círculo arterial cerebral (CAC), também conhecido como “polígono de Willis”, corresponde a uma complexa rede anastomótica entre os sistemas arteriais carotídeo interno e vertebrobasilar, está localizada na base do crânio e é sede de inúmeras variações anatômicas. Em uma série de 1.413 cérebros, a maior já publicada, o modelo clássico (proposto por T. Willis em seu trabalho original) só foi encontrado em 34,5% dos casos. O presente estudo objetiva descrever a frequência cujas principais variantes do modelo clássico se manifestam. Foram estudados 16 cérebros de cadáveres humanos adultos (18 a 60 anos), de ambos os sexos, independentemente da etnia, captados junto ao Serviço de Verificação de Óbitos da Paraíba, nos quais nenhuma doença intracraniana tivesse deflagrado ou contribuído com a causa mortis. Observou-se uma taxa de variação anatômica na circulação carotídea de 31,25%. O hemisfério cerebral que parece ser mais acometido por anormalidades no sistema carotídeo é o esquerdo; o vaso da porção posterior do polígono mais acometido por alterações é a artéria cerebral média. O conhecimento das variações anatômica do CAC é de fundamental importância para a compreensão do surgimento de doenças cerebrovasculares, como o aneurisma, na realização de processos neurocirúrgicos e apresenta grande importância nas avaliações radiológicas.

Para visualizar e baixar o artigo completo acesse:

HOLANDA, Maurus Marques de Almeida; et. al. Variações Anatômicas na Porção Anterior do Polígono de Willis. Revista Saúde & Ciência, Campina Grande, v. 3, n. 1, p. 21-34, jan./ abr. 2014.
(Tamanho: 534 KB)

Artigos relacionados:

Anatomia Arterial e Venosa Aplicada

Anatomia Arterial e Venosa AplicadaAutor: Luiz Carlos Buarque de Gusmão.

ANATOMIA ARTERIAL
Artéria aorta

Principal tronco sistêmico, esta artéria tem origem no ventrículo esquerdo, em seguida dirige-se para a direita e para cima dentro do mediastino médio, constituindo a artéria aorta ascendente, da qual têm origem as artérias coronárias. Daí, ela curva-se para a esquerda e para trás, adentrando no mediastino superior e formando o arco aórtico, ao nível da segunda articulação esternocostal do lado direito, do qual são emitidos o tronco arterial braquiocefálico, a artéria carótida comum esquerda e a artéria subclávia esquerda. No seu trajeto, o arco aórtico mantém íntima relação com o brônquio principal esquerdo, situado inferiormente e à direita com o esôfago torácico, determinando neste, uma constrição que poderá ser importante no “stop” dos corpos estranhos deglutidos, podendo favorecer a formação de fístulas esôfago-aórticas, por vezes, fatais. A parte final do arco da aorta é visível numa radiografia de tórax, sendo denominado de “botão aórtico”. Mais para a esquerda, o nervo recorrente laríngeo esquerdo contorna seu cajado, o que constitui um fato relevante, pois quando o arco se encontra dilatado por processos aneurismáticos, o nervo pode ser comprimido levando a uma disfonia persistente.

 Para visualizar e baixar o capítulo completo acesse:

GUSMÃO, Luiz Carlos Buarque de. Anatomia Arterial e Venosa Aplicada. In: PITTA, Guilherme Benjamin Brandão; CASTRO, Aldemar Araújo; BURIHAN, Emil. Angiologia e Cirurgia Vascular: Guia Ilustrado. Maceió: UNCISAL/ ECMAL. 2003.
(Tamanho: 248 KB)

Artigos relacionados:

Artigo da mesma fonte: