Category: História da Radiologia

Manoel de Abreu

Manoel de AbreuAutor: Rubens Bedrikow.

É muito provável que a grande maioria dos médicos com menos de 40 ou 50 anos de idade conheça Manoel de Abreu apenas como o inventor da abreugrafia. Também o meu caso, apesar de ter sido aluno da escola médica que homenageou o ilustre colega no nome do seu Centro Acadêmico.

Graças à prazerosa leitura do livro Vida e obra de Manoel de Abreu, o criador da abreugrafia, do doutor Itazil Benício dos Santos, agraciado com o privilégio do convívio com o biografado e com o talento da escrita, descobri que a abreugrafia foi apenas o marco maior de uma obra muito mais extensa e valiosa.

O exemplar de 1963, que me acompanhou durante as últimas semanas, escrito em Salvador, de setembro de 1962 a março de 1963, pertence à Biblioteca da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. A dedicatória de próprio punho da viúva do famoso radiologista diz: “Ao Prof. Adauto Barbosa Lima, ilustre diretor da Faculdade de Medicina de São Paulo, homenagem afetuosa da Viúva Manoel de Abreu. São Paulo, Abril 1976″

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BEDRIKOW, Rubens. Manoel de Abreu. Jornal da Pneumologia, São Paulo, v. 27, n. 1, p. 52-55, jan./ fev. 2001.
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Observações Adicionais das Propriedades dos Raios X

Observações Adicionais das Propriedades dos Raios X

Autor: Antonio Carlos Pires Carvalho.

O primeiro trabalho de Röntgen, de 28 de dezembro de 1895, é uma obra que impressiona pela apurada análise crítica e poder de observação. Ele vivia entre os gigantes da Física. Assistente de grandes físicos, Professor e, naqueles dias, o Reitor da Universidade, repetia experiências de Lenard com os raios catódicos quando observou o detalhe da folha fluorescente. Melhor dizendo, desta vez observou como devia, pois já tinha visto o fenômeno antes e não percebera a sua importância. Metodicamente, descobriu praticamente tudo o que se sabe sobre os raios X, deixando muito pouco para os outros estudiosos. No segundo, de 9 de março de 1896, o autor acrescenta algumas observações, relatadas após toda a agitação resultante da divulgação de sua descoberta. E no terceiro, apresentado um ano depois, em 10 de março de 1897, conclui seus estudos sobre os novos raios. Pessoalmente, creio que nem mesmo Röntgen teve a visão do alcance total de sua descoberta, a revolução que causaria na Medicina. Cada vez que leio o assunto, e ainda busco na internet mais e mais informações sobre isso, fico mais satisfeito por esta descoberta não ter sido feita por um mercenário, com visão unicamente mercantil do mundo. Röntgen era considerado um observador meticuloso, sistemático, que seguiria o método lógico para constatar qualquer detalhe. E sua observação diferenciada daquilo que esteve sob os olhos de diversos pesquisadores da época, mas que ninguém viu, demonstra essa perspicácia e sua característica pessoal. Trocando mensagens com o diretor de um museu dedicado à Radiologia e Röntgen, para conseguir os textos originais em alemão — eventuais dúvidas na tradução do inglês poderiam ser tiradas com amigos que entendem alemão e, assim, consegui os arquivos do tipo “pdf” dos três artigos originais —, chegamos a uma conclusão lógica e comum: Röntgen foi realmente um grande sujeito!

Para visualizar e baixar o artigo completo acesse:

CARVALHO, Antonio Carlos Pires. Observações Adicionais das Propriedades dos Raios X. Revista da Imagem, São Paulo, v. 28, n. 2, p. 135-143, 2006.
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A História da Radioatividade nos Livros Didáticos

A História da Radioatividade nos Livros Didáticos

Autora: Sonia Regina Tonetto.

O contexto histórico é importante referência no ensino de Química. Os fatos e cientistas que fizeram parte de pesquisas importantes, que mudaram o curso da história, são estimulantes para o estudante e auxiliam na construção do conhecimento. Este trabalho é resultado de uma análise comparativa de alguns livros didáticos de Química para o ensino médio, realizada pelos alunos de uma escola estadual de São Paulo. Foram analisados os capítulos referentes à Radioatividade. Todos eles abordam de forma superficial e desconexa a história da ciência. Apresentam pequenas citações no início do texto ou em quadros paralelos, ilustrações ou fotos dos cientistas e trechos da história que pouco estimulam o estudante na busca por maiores informações. Após a comparação os alunos tiveram contato com textos acadêmicos com informações adicionais sobre a história da radioatividade.

Para visualizar e baixar o artigo completo acesse:

TONETTO, Sonia Regina. A História da Radioatividade nos Livros Didáticos. História da Ciência e Ensino: Construindo Interfaces, São Paulo, v. 1, p. 23-26, 2010.
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