Perfil Clínico e Mamográfico das Pacientes com Câncer de Mama Tratadas Cirurgicamente

Perfil Clínico e Mamográfico das Pacientes com Câncer de Mama Tratadas Cirurgicamente

Autores: Raquel Rodrigues Muradas; Maria Teresa Aquino de Campos Velho; Itamar dos Santos Riesgo; Alexandre Duarte Brum; Raquel Montagner Rossi; Julia Mottecy Piovezan; Melania Lacerda.

Objetivo: analisar o perfil epidemiológico, clínico e mamográfico de mulheres com câncer de mama atendidas no ambulatório de mastologia do Hospital Universitário de Santa Maria (UFSM) e submetidas à cirurgia de mama no período de janeiro de 2007 a dezembro de 2012. Métodos: estudo de prevalência realizado de modo transversal, após ter sido aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa. Foram realizadas revisões dos prontuários das pacientes. As informações obtidas foram transpassadas para um programa de análise estatístico, o Minitab 14.1. Resultados: o perfil das pacientes, encontrado no estudo, mostrou que elas eram, na maioria, naturais ou procedentes de Santa Maria (respectivamente 11,1%, n=16, e 26,3%, n=68). Elas tinham 55,6 anos (DP±12,3), eram brancas (90,2%, n=213), gestaram, amamentaram, não eram tabagistas, mas estavam com sobrepeso (IMC médio de 27 kg/m2). No exame físico do primeiro atendimento, essas pacientes, conforme descrito no prontuário, tinham nódulo palpável (81,1%, n=184) com mais de 3 cm na mama esquerda, precisamente no quadrante lateral superior (41,4%, n=81). Na mamografia (39%, n=109), esse nódulo foi classificado como BI-RADS® 5 (40%, n=81). No exame histopatológico, o nódulo foi diagnosticado como câncer do tipo ductal invasor (71,1%, n=191). A cirurgia foi, em geral, uma mastectomia radical (84,7%, n=236) com esvaziamento axilar (92,5%, n=222). Conclusão: concluiu-se que algumas das características epidemiológicas, clínicas e mamográficas citadas acima assemelharam-se com a literatura revisada. No entanto, essas pacientes apresentavam câncer de mama em estádio avançado e foram submetidas a uma técnica cirúrgica não conservadora.

Para visualizar e baixar o artigo completo acesse:

MURADAS, Raquel Rodrigues. et. al. Perfil Clínico e Mamográfico das Pacientes com Câncer de Mama Tratadas Cirurgicamente. Revista da Associação Médica Brasileira, São Paulo, v. 61, n. 3, p. 220-226, maio/ jun. 2015. (Texto em inglês).

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Desenvolvimento de Objetos de Teste para Avaliação da Qualidade da Imagem em Mamografia Digital

Desenvolvimento de Objetos de Teste para Avaliação da Qualidade da Imagem em Mamografia Digital

Autor: Vitor Nascimento de Carvalho Pinto.

A mamografia é o exame chamado “padrão ouro” para a detecção precoce do câncer de mama. No Brasil, são realizados mais de oito milhões de exames por ano. Com o avanço da tecnologia, têm sido implementados cada vez mais os sistemas digitais CR e DR para esta modalidade diagnóstica, em substituição ao sistema tela-filme convencional (SFT), o qual além de trazer poluição ambiental ainda apresentava problemas com a rejeição de imagens com artefatos de processamento. Os sistemas digitais, além de não apresentarem o problema de poluição ambiental ainda permitem o processamento da imagem, possibilitando uma taxa de rejeição bastante inferior em relação ao sistema convencional. Além disso, a determinação de um diagnóstico preciso é altamente dependente da qualidade da imagem do exame realizado. Para assegurar a confiabilidade das imagens produzidas por esses sistemas, faz-se necessária a sua avaliação periódica. Infelizmente, ainda não existe no Brasil regulamentação a respeito da Garantia da Qualidade de sistemas digitais de mamografia. O objetivo deste trabalho foi desenvolver um conjunto de objetos de teste que permitisse a avaliação de alguns parâmetros da qualidade da imagem destes sistemas digitais, como a uniformidade do campo de imagem, a linearidade entre o Kerma no ar incidente e o valor médio de pixel (VMP) da imagem, a resolução espacial do sistema através da função transferência de modulação (MTF) e ainda, sugerir um objeto para a avaliação da razão contraste-ruído (CNR) e razão diferença-de-sinal-ruído (SDNR). A fim de testar os objetos, foram avaliados 10 serviços de mamografia, sendo sete com o sistema CR e três com o sistema DR. Para avaliação da linearidade, além dos objetos de teste foi necessário o uso de dosímetros termoluminescentes de alta sensibilidade (LiF:Mg,Cu,P). O uso destes dosímetros foi recomendado com o intuito de reduzir o tempo necessário para realização dos testes além de diminuição no número de exposições necessárias. Para avaliação das imagens digitais no formato DICOM, foi utilizado o programa “OBJ_IQ_reduced”, versão 3.0, desenvolvido pela equipe do Prof. Dr. Nicholas Marshall na Universidade Católica de Leuven, na Bélgica. Os resultados obtidos foram bastante promissores, deixando aberta a possibilidade de trabalhos futuros como a otimização das incertezas e fatores de correção dos dosímetros para os objetos de teste, bem como sua aplicabilidade na avaliação da qualidade das imagens de sistemas digitais de todo o país.

Para visualizar e baixar a dissertação completa acesse:

PINTO, Vitor Nascimento de Carvalho. Desenvolvimento de Objetos de Teste para Avaliação da Qualidade da Imagem em Mamografia Digital. 2013, 100 f. Dissertação (Mestrado em Física Médica) – Instituto de Radioproteção e Dosimetria, Comissão Nacional de Energia Nuclear, Rio de Janeiro, 2013.

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Acuidade da Mamografia BI-RADS 4 e 5 na Predição de Malignidade em Lesões Não Palpáveis da Mama: Correlação com a Patologia

Acuidade da Mamografia BI-RADS 4 e 5 na Predição de Malignidade em Lesões Não Palpáveis da Mama - Correlação com a Patologia

Autor: Ricardo Alcantara da Silva.

Fez-se estudo para avaliação da acurácia da mamografia no diagnóstico de lesões mamárias não palpáveis, classificadas como BI-RADS™ 4 e 5 comparando com o resultado histopatológico utilizado como “padrão-ouro”. O método foi aplicado em 588 casos de biópsias mamárias com mamografias classificadas como suspeitas (categorias 4 e 5), no período de 1999 a 2009. As biópsias cirúrgicas foram realizadas após localização biplanar e foram incluídos apenas casos de lesões mamárias não-palpáveis. As mamografias dessas pacientes foram classificadas de acordo com a quarta edição do BI-RADS™, avaliando-se as categorias 4 e 5. Correlacionaram-se os achados mamográficos com os exames histopatológicos das lesões, avaliando-se o valor preditivo positivo em cada categoria. Os resultados mostraram 277 (47,1 %) casos com diagnóstico de câncer, destes, 142(32,9%) casos eram categoria 4 e 135(86%) casos eram categoria 5. Os valores preditivos positivos para as categorias 4 e 5 e global foram, respectivamente, de 32,9%, 86% e 47,1%. O achado mais frequentemente associado à malignidade foi o encontro de microcalcificações (48,7%). Nossos resultados mostraram que os casos classificados como de alta suspeição de malignidade (categoria 5) permitem predizer malignidade em 86% e os casos classificados na categoria 4 em 34%. Corroborando com a literatura que enfatiza a necessidade de novos preditores para a categoria 4.

Para visualizar e baixar a dissertação completa acesse:

SILVA, Ricardo Alcantara da. Acuidade da Mamografia BI-RADS 4 e 5 na Predição de Malignidade em Lesões Não Palpáveis da Mama: Correlação com a Patologia. 2011. 122 f. Dissertação (Mestrado em Patologia Médica) – Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2011.

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Comparação entre os Resultados da Implementação dos Critérios de Qualidade da Imagem Radiográfica de Mamógrafos Convencional e Digital

Comparação entre os Resultados da Implementação dos Critérios de Qualidade da Imagem Radiográfica

Autores: Alcântara, M. C.; Furquim, T. A. C.; Caldas, L. V. E.; Sordi, G. M. A. A.

Para visualizar a apresentação completa acesse:

ALCÂNTARA, M. C. et. al. Comparação entre os Resultados da Implementação dos Critérios de Qualidade da Imagem Radiográfica de Mamógrafos Convencional e Digital. In: JORNADA PAULISTA DE RADIOLOGIA. 38. 2008., São Paulo: Sociedade Paulista de Radiologia. 17 slides: color.

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A Tecnóloga em Radiologia e a Paciente de Mamografia

A Tecnóloga em Radiologia e a Paciente de Mamografia

Autora: Simone Aparecida Fernandes de Andrade.

O câncer de mama é o tumor maligno mais comum entre as mulheres. O número de casos de mulheres acometidas pelo câncer de mama tem aumentado cada vez mais a cada ano. A mamografia é o exame mais utilizado na detecção precoce dessa doença.  O presente trabalho tem como objetivo relatar sobre a importância do exame de mamografia.

Para visualizar e baixar o artigo completo acesse:

ANDRADE, Simone Aparecida Fernandes de. A Tecnóloga em Radiologia e a Paciente de Mamografia. Revista UNILUS Ensino e Pesquisa, Santos, v. 12, n. 28, p. 21-24, jul./ set. 2015.
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Rastreamento Mamográfico do Câncer de Mama no Sul do Brasil e Fatores Associados: Estudo de Base Populacional

 

Rastreamento Mamográfico do Câncer de Mama no Sul do Brasil e Fatores Associados

Autores: Ione Jayce Ceola Schneider; Marui Weber Corseuil Giehl; Antonio Fernando Boing; Eleonora d’Orsi.

O objetivo foi identificar os fatores associados à realização anual de mamografia em mulheres de 40 a 69 anos residentes em Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. Os dados foram obtidos em dois inquéritos populacionais, um com adultas e outro com idosas, em 2009-2010. Foi estimada a prevalência de realização anual de mamografia e se empregou regressão univariada e multivariada de Poisson para identificar os fatores associados. Participaram do estudo 447 adultas e 510 idosas. A prevalência de realização anual entre adultas foi 43,5% (IC95%: 38,8-48,2), e possuir plano de saúde privado aumentou esta prevalência. Para as idosas, 38,3% (IC 95%: 34,0-42,6) realizaram mamografia anual e os fatores associados foram ter companheiro, mais de cinco anos de estudo e pertencer ao quartil de renda mais alto. A utilização do exame de mamografia deve ser independente de qualquer condicionante social, em qualquer faixa etária, promovendo assim redução da mortalidade por câncer de mama.

Para visualizar e baixar o artigo completo acesse:

SCHNEIDER, Ione Jayce Ceola. et. al. Rastreamento Mamográfico do Câncer de Mama no Sul do Brasil e Fatores Associados: Estudo de Base Populacional. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 30, n. 9, p. 1987-1997, set. 2014.
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Estudo Experimental da Otimização em Sistemas de Mamografia Digital CR e DR

Estudo Experimental da Otimização em Sistemas de Mamografia Digital CR e DR

Autora: Alessandra Maia Marques Martinez Perez.

A recente inserção e forte avanço da mamografia digital no Brasil como ferramenta de rastreamento do câncer mamário e as evidências de outras condições de otimização, quando comparadas à mamografia convencional (tela-filme), requerem que novos parâmetros de qualidade sejam incluídos e estudados, bem como que as condições de otimização sejam revistas. O objetivo deste trabalho foi determinar a técnica radiográfica otimizada para dois sistemas de detecção (CR e DR) em uso em três unidades de mamografia: Mammomat 3000 Nova (Siemens), Senographe DMR (GE) e Senographe 2000D (GE). A otimização foi conduzida para uma variedade de combinações de fatores técnicos e configurações de simuladores de mama, tais como valores de kilovoltagem (26 a 32 kV), combinações anodo/filtro (Mo/Mo, Mo/Rh e Rh/Rh), material simulador de mama de várias espessuras (2 a 8 cm) e lesões simuladas como massas e calcificações, usando uma figura de mérito (FOM) como parâmetro. Verificou-se que o uso da combinação anodo/filtro que gera os espectros mais energéticos em cada equipamento proporcionou os maiores valores de FOM para todas as espessuras de simulador de mama e voltagens, devido a redução da dose. As combinações anodo/filtro que deram esses resultados foram Mo/Rh para o equipamento da marca Siemens e Rh/Rh para ambos os equipamentos da marca GE, correspondentes aos espectros mais energéticos de cada unidade. Foi observada ainda uma tendência de aumento do kV que maximiza FOM com o aumento da espessura.

Para baixar a dissertação completa acesse:

PEREZ, Alessandra Maia Marques Martinez. Estudo Experimental da Otimização em Sistemas de Mamografia Digital CR e DR. 2014. 61 p. Dissertação (Mestrado em Ciências – Física Aplicada a Medicina e Biologia) – Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2014.
(Tamanho: 1,32 MB)

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