Category: Ressonância Magnética

II Diretriz de Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia e do Colégio Brasileiro de Radiologia

II Diretriz de Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia e do Colégio Brasileiro de RadiologiaAutores: Leonardo Sara da Silva; Gilberto Szarf; Adriano Tachibana; Afonso Akio Shiozaki; Alexandre Volney Villa; Amarino Carvalho de Oliveira JúniorAndrei Skromov de Albuquerque; Carlos Eduardo Rochitte; César Higa Nomura; Clerio Francisco de Azevedo Filho; Dany JasinowodolinskiEduardo Marinho Tassi; Fabio de Morais Medeiros; Fernando Uliana Kay, Flávia Pegado Junqueira; Guilherme S. A. Azevedo; Guilherme Urpia MonteIbraim Masciarelli Francisco PintoIlan Gottlieb; Joalbo Matos Andrade; João A. C. Lima; José Rodrigues Parga FilhoJuliana Fernandes KelendjianJuliano Lara Fernandes; Leonardo Iquizl; Luis C. L. Correia; Luiz Augusto Nardelli Pinto QuagliaLuiz Flavio Galvão GonçalvesLuiz Francisco Rodrigues de Ávila; Marcello Zapparoli; Marcelo Souza HadlichMarcelo Souto NacifMárcia de Melo Barbosa; Márcio Hiroshi Minami, Marcio Sommer Bittencourt; Maria Helena Albernaz Siqueira; Marly Conceição Silva, Marly Maria Uellendahl LopesMateus Diniz Marques; Mônica La Rocca Vieira; Otávio Rizzi Coellho Filho; Paulo Roberto SchvartzmanRaul Dias dos Santos Filho; Ricardo Caldeira Cury; Ricardo Loureiro; Roberto Caldeira CuryRoberto Sasdelli Neto; Robson Macedo; Rodrigo Julio CerciRui Alberto de Faria Filho; Sávio Cardoso; Thiago Naves; Tiago Augusto MagalhãesTiago Senra Garcia dos Santos; Ursula Maria Moreira Costa Burgos; Valéria de Melo Moreira; Walther Yoshiharu Ishikawa.

A Ressonância Magnética (RM) e a Tomografia Computadorizada (TC) são métodos diagnósticos que têm, ao longo dos últimos anos, adquirido importância crescente na avaliação das diversas cardiopatias.

A RM é um excelente método diagnóstico, por não utilizar radiação ionizante e nem meio de contraste com maior potencial de nefrotoxicidade. Ela permite a avaliação da anatomia cardíaca e vascular, da função ventricular e da perfusão miocárdica, além de caracterização tecidual de forma acurada, reprodutível e em um único exame (one-stop shop). Sua versatilidade e acurácia diagnóstica a tornam um método altamente atraente para a avaliação de uma enorme gama de cardiopatias adquiridas ou congênitas, além das doenças da aorta, vasos pulmonares e outros leitos vasculares. A técnica do realce tardio, que possibilita a detecção do infarto e fibrose, é, hoje, uma ferramenta indispensável na avaliação
da viabilidade miocárdica (sendo considerada o padrão-ouro nessa avaliação), assim como para a avaliação diagnóstica e
prognóstica das cardiomiopatias não isquêmicas.

A TC cardíaca oferece duas principais modalidades de exame, que empregam técnicas diferentes e fornecem informações distintas. A primeira é a quantificação da calcificação coronária pelo Escore de Cálcio (EC). Vários trabalhos com grande número de pacientes demonstraram que o EC tem forte correlação com risco de eventos cardiovasculares futuros, de maneira independente dos fatores de risco tradicionais e da presença de isquemia miocárdica. Assim, o EC é, atualmente, uma importante ferramenta para estratificação de risco cardiovascular, por meio da detecção de aterosclerose subclínica.

A segunda modalidade é a Angiotomografia Computadorizada (angio-TC) das artérias coronárias, que permite a avaliação da luz das artérias coronárias de maneira não invasiva. Os equipamentos com 64 colunas de detectores, hoje amplamente difundidos, são capazes de adquirir essas imagens com grande sucesso, permitindo a visualização detalhada da luz das artérias coronárias com alta acurácia diagnóstica, quando comparada ao cateterismo cardíaco (é o padrão-ouro), porém, de maneira não invasiva, rápida e segura. Vários estudos recentes mostram que a angio-TC de coronárias fornece importantes informações prognósticas em pacientes sintomáticos com suspeita de doença coronária crônica, assim como em pacientes com dor torácica aguda nas unidades de emergência. Aplicações ainda em estudo, porém bastante promissoras, são a avaliação da perfusão e fibrose miocárdica por tomografia, determinação da Reserva de Fluxo Fracionada de Maneira Não Invasiva (RFF-TC) e análise da composição das placas ateroscleróticas.

Desde a publicação das Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) sobre Indicações da Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada, em 2006, houve um grande progresso, tanto tecnológico quanto no que se refere a evidências científicas, nessas metodologias. Assim, essa atualização das Diretrizes de RM e TC Cardiovascular, realizada em conjunto pela SBC e pelo Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), tem por objetivo apresentar a visão sobre o uso atual dessas duas modalidades diagnósticas, suas indicações já estabelecidas e aquelas ainda em estudo e/ou controversas. A intenção deste documento é a de apresentar os pontos fortes e as limitações desses métodos na prática clínica, de forma a ajudar o cardiologista a ter um melhor entendimento de cada método, para melhor decisão clínica e benefício do paciente.

Para visualizar e baixar a diretriz completa acesse:

SILVA, Leonardo Sara da; et. al. II Diretriz de Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia e do Colégio Brasileiro de Radiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, Rio de Janeiro, v. 103, n. 6, supl. 3, p. 1-86, dez. 2014.
(Tamanho: 2,77 MB)

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Ressonância Magnética Multiparamétrica da Próstata: Conceitos Atuais

Ressonância Magnética Multiparamétrica da Próstata - Conceitos Atuais

Autores: Leonardo Kayat Bittencourt; Daniel Hausmann; Natalia Sabaneeff; Emerson Leandro Gasparetto; Jelle O. Barentsz.

O estudo por ressonância magnética multiparamétrica, ou funcional, vem evoluindo para se tornar o pilar fundamental no manejo diagnóstico de pacientes com câncer de próstata. Geralmente, o exame consiste em imagens pesadas em T2, difusão, realce dinâmico pelo contraste (permeabilidade), e cada vez menos frequentemente espectroscopia de prótons. Tais técnicas funcionais relacionam-se com propriedades biológicas do tumor, de modo que a difusão se relaciona com a celularidade e os escores de Gleason, a permeabilidade se relaciona com a angiogênese, e a espectroscopia de prótons se relaciona com o metabolismo da membrana celular. O uso destas técnicas em combinação aumenta a confiança diagnóstica e permite uma melhor caracterização do câncer de próstata. Este artigo tem o objetivo de revisar e ilustrar os aspectos técnicos e as aplicações clínicas de cada componente do estudo de ressonância magnética multiparamétrica da próstata, mediante uma abordagem prática.

Para visualizar e baixar o artigo completo acesse:

BITTENCOURT, Leonardo Kayat; et. al. Ressonância Magnética Multiparamétrica da Próstata: Conceitos Atuais. Radiologia Brasileira, São Paulo, v. 47, n. 5, p. 292-300, set./ out. 2014.
(Tamanho: 562 KB)

In English: Multiparametric Magnetic Resonance Imaging of the Prostate: Current Concepts.

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Ressonância Magnética Fetal: Uma Revisão Bibliográfica

Ressonância Magnética Fetal - Uma Revisão Bibliográfica

Autoras: Mariana de Souza Cardoso; Karla Alves.

A Ressonância Magnética Fetal avançou nas últimas décadas, permitindo sequências rápidas e imagens definidas. Sua principal contribuição é no Sistema Nervoso Central, já que demonstra imagens bem definidas, enquanto na ultrassonografia há artefatos oriundos da calota craniana. O objetivo do estudo foi destacar as vantagens e desvantagens do método através de revisão bibliográfica. Concluiu-se que o exame traz informações adicionais em relação ao ultrassom, mas devido seu alto custo e limitação no primeiro trimestre é recomendável que seja realizado como um exame complementar.

Para visualizar e baixar o artigo completo acesse:

CARDOSO, Mariana de Souza; ALVES, Karla. Ressonância Magnética Fetal: Uma Revisão Bibliográfica. Revista UNILUS Ensino e Pesquisa, Santos, v. 11, n. 5, p. 10-17, out./ dez. 2014.
(Tamanho: 418 KB)

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