Imaginologia por Radiografias do Abdome

Imaginologia por Radiografias do Abdome

Autor: Claudio Anderson Rodrigues de Souza.

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SOUZA, Claudio Anderson Rodrigues de. Imaginologia por Radiografias do Abdome. São Paulo. 25 slides: color.
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Complexo Nasossinusal: Anatomia Radiológica

Complexo Nasossinusal - Anatomia Radiológica

Autores: Ricardo Pires de Souza; Joel Pinheiro de Brito Júnior; Olger de Souza Tornin; Ademar José de Oliveira Paes Junior; Cristiano Ventorim de Barros; Felipe Amstalden Trevisan; Carlos Neutzling Lehn.

Este estudo propõe-se a avaliar o complexo nasossinusal, a fim de identificar os principais achados e determinar as doenças desta área. A análise precisa da extensão local e disseminação tumoral, dada pela tomografia computadorizada e ressonância magnética, desempenha papel importante no planejamento terapêutico, influenciando também o prognóstico.

Para visualizar e baixar o artigo completo acesse:

SOUZA, Ricardo Pires de; et. al. Complexo Nasossinusal: Anatomia Radiológica. Radiologia Brasileira, São Paulo, v. 39, n. 5, p. 367-372, set./ out. 2006.
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Anatomia Radiográfica das Vias Aéreas Superiores e Tórax

Autor: André Luiz Silva de Jesus.

As radiografias de tórax são as mais comuns dentre todos os procedimentos radiológicos. Os alunos de Radiologia, normalmente, iniciam  sua experiência clínica realizando radiografias de tórax. Entretanto, antes de principiá-la é importante aprender e compreender a anatomia do tórax, incluindo as relações de interesse  de toda a anatomia interna da cavidade torácica.
O tórax é a porção superior do tronco entre o pescoço  e o abdome. A anatomia radiológica do tórax é dividida em três seções: a caixa torácica, o sistema respiratório propriamente dito e o mediastino.

Radiografia das Vias Aéreas Superiores

As radiografias em AP e perfil das vias aéreas superiores permitem a visualização da traqueia e da laringe repletas de ar.  A radiografia em AP (fig. 1) mostra uma coluna de ar  principalmente na região superior da traqueia, conforme se observa na metade inferior da radiografia (área escura, setas). Algumas dilatações ou outras anomalias do timo ou da tireoide podem ser demonstradas em tais radiografias, assim como a própria doença no interior das vias aéreas.fig. 1A radiografia em perfil (fig. 2) mostra a traqueia e a laringe preenchidas de ar (A), a região do esôfago (B) e as posições em relação uns aos outros. Observe que o esôfago está localizado posteriormente em relação à traqueia. A posição da glândula tireoide (C) também é evidenciada. fig. 2

Radiografia do Tórax em PA

Uma enorme quantidade de informações médicas são obtidas a partir da radiografia de tórax com exposição adequada e cuidadosamente posicionada. Embora os fatores técnicos sejam direcionados para otimizar a visualização dos pulmões e outras partes moles, o tórax ósseo pode também ser visto; assim como as clavículas, escápulas e arcos costais, através de um estudo cuidadoso da radiografia de tórax (fig. 1). O esterno e as vértebras torácicas estão superpostas junto às estruturas mediastinais como o coração e os grandes vasos, logo não são bem visualizados na radiografia de tórax em PA.
Os pulmões e a traqueia (fig. 3, com contorno pontilhado, A), são bem expostos, embora os brônquios em geral não apresentem a mesma condição. A primeira parte do sistema respiratório, a laringe, localiza-se normalmente acima da borda superior da radiografia e não pode ser vista. O coração, os grandes vasos sanguíneos e o diafragma já são bem evidentes.

fig. 3

Pulmões

As partes radiograficamente importantes dos pulmões (fig. 3) são as seguintes:
O ápice (B) de cada pulmão é a área redonda superior acima do nível das clavículas. Os ápices pulmonares estendem-se até a área do pescoço inferior no nível de T1 (primeira vértebra torácica).  Essa parte importante deve ser incluída nas radiografias de tórax.
carina (C) é mostrada no ponto de bifurcação, a margem mais baixa da divisão da traqueia em brônquios direito e  esquerdo.
base (D) de cada pulmão é a área côncava mais baixa de cada pulmão que repousa sobre o diafragma (E).
O ângulo costofrênico (F) refere-se à ponta mais baixa de cada pulmão, onde o diafragma encontra as costelas. No posicionamento para radiografias de tórax, é fundamental conhecer as posições relativas às partes mais altas (ápices) e mais baixas dos pulmões (ângulos costofrênicos), para assegurar que essas regiões estejam incluídas.
hilo (G), também conhecido como a região da raiz, é a área central de cada pulmão, onde os brônquios, vasos sanguíneos, linfáticos e os nervos entram e saem dos pulmões.

Radiografia do Tórax em Perfil

A radiografia de tórax em perfil (fig. 4) é capaz de demonstrar  que uma parte do lobo inferior (D) estende-se acima do nível do hilo (C) posteriormente, ao passo que uma parte do lobo superior (B) estende-se abaixo do hilo anteriormente. A porção posterior do diafragma é a região mais inferior do órgão.
O pulmão direito é, em geral, cerca de 2,5 centímetros mais curto que o pulmão esquerdo. A razão para essa diferença é o grande espaço que o fígado ocupa no abdome superior direito, empurrando o hemidiafragma direito. Os hemidiafragmas direito e esquerdo (F) são observados na radiografia do tórax em perfil (fig. 4).

fig. 4

Referência:

JOHNSON, Nancy. Tórax. In: BONTRAGER, Kenneth L.; LAMPIGNANO, John P. Tratado de Posicionamento Radiográfico e Anatomia Associada. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.

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Interpretação em Diagnóstico por Imagem

Interpretação em Diagnóstico por ImagemAutores: Alfredo Rafael Velillas Milán; Manuel Sanz Marín.

A característica mais constante da natureza é sua continuidade indeterminada. Com a morfologia não é diferente. Sendo assim, podemos abandonar a ideia de modelos anatomopatológicos bem definidos,  com um começo e fim. Se algo deve ser aprendido desde cedo no Diagnóstico por Imagem é que qualquer lesão pode assemelhar-se a outras. Não existe uma avaliação adequada que permita visualizar uma alteração radiológica e um diagnóstico sobre tudo quando a preocupação refere-se a lesões encontradas precocemente.

A definição de normalidade em Diagnóstico por Imagem, como qualquer outra coisa na Biologia é muito complexa. Sendo uma disciplina qualitativa, uma definição direta, baseada, por exemplo, em modelos matemáticos de qualquer natureza torna-se inadequada. A definição geral seria a baseada na anatomia ideal, mas isso é simplesmente impossível, pois existem muitas variações, como idade, peso, altura e estilo de vida. Assim, a definição mais aceita e que mais se adequa às necessidades médicas, consiste em uma série de descobertas onde é provável ou não a existência de uma lesão.

O foco da interpretação e consequentemente das indicações, reside em conhecer quais são as perguntas que podem ser respondidas pelo método. Os achados radiológicos fornecem, juntamente com outros exames complementares, dados que possuem valor diagnóstico. E são estes dados que confirmam o laudo radiológico. A busca de conexões entre esses dados constitui-se também na melhor forma de visualização e interpretação de qualquer exame, não importando a parte do corpo. Por isso o conhecimento da anatomia humana e suas variantes são indispensáveis.

O Diagnóstico por Imagem deve aproveitar-se ao máximo do contexto em que pode projetar todo o seu potencial de informação, que é a de confirmar a existência de uma lesão através de uma hipótese diagnóstica. Por outro lado, dados quantitativos em que são baseadas a maioria das análises estatísticas quase sempre refletem valores mais altos de sensibilidade e especificidade. Com isso, o Diagnóstico por Imagem não deve ser considerado, isoladamente, como um exame definitivo, ele deve sempre estar acompanhado de outros exames e anamnese para a conclusão diagnóstica.

Referência:

MILÁN, Alfredo Rafael Velillas; MARÍN, Manuel Sanz.  Atlas Básico de Anatomía Radiológica. Barcelona: MRA Ediciones, [2009]. 1 CD-ROM.

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