Calcificação Vascular: Fisiopatologia e Implicações Clínicas

Calcificação Vascular - Fisiopatologia e Implicações Clínicas

Autores: Marcel Liberman; Antonio Eduardo Pereira Pesaro; Luciana Simão Carmo; Carlos Vicente Serrano Jr.

A calcificação vascular na doença arterial coronária está ganhando importância, tanto em pesquisas científicas como em aplicações clínicas e de imagem. A placa calcificada é considerada a forma mais relevante de aterosclerose dentro da árvore arterial coronária e frequentemente apresenta um desafio para a intervenção percutânea. Estudos recentes têm demonstrado que a calcificação da placa é dinâmica e está estreitamente ligada ao grau de inflamação vascular. Vários fatores inflamatórios, produzidos durante as diferentes fases da aterosclerose, induzem a expressão e ativação de células osteoblásticas localizadas na parede arterial, que, por sua vez, promovem a deposição de cálcio. As células do músculo liso vascular possuem uma capacidade extraordinária de sofrer diferenciação fenotípica osteoblástica. Não há dúvida de que o papel desses fatores, bem como os elementos de genômica e proteômica, poderia ser um ponto estratégico fundamental na prevenção e no tratamento. Neste contexto, realizamos uma atualização sobre a calcificação coronária, com foco em fisiopatologia, modelos experimentais e implicações clínicas da calcificação vascular.

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LIBERMAN, Marcel; et. al. Calcificação Vascular: Fisiopatologia e Implicações Clínicas. Einstein, São Paulo, v. 11, n. 3, p. 376-382, jul./ set. 2013.
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In English: Vascular Calcification: Pathophysiology and Clinical Implications.

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Sobrecarga de Ferro em Adolescente com Xerocitose: A Importância da Ressonância Nuclear Magnética

Sobrecarga de Ferro em Adolescente com Xerocitose - A Importância da Ressonância Nuclear Magnética

Autores: Reijâne Alves de Assis; Carolina Kassab; Fernanda Salles Seguro; Fernando Ferreira Costa; Paulo Augusto Achucarro Silveira; John Wood; Nelson Hamerschlak.

Relatar um caso de sobrecarga de ferro secundária à xerocitose, uma doença rara, em uma adolescente, diagnosticada por meio de ressonância magnética em T2*. Relatamos o caso de uma paciente sintomática com xerocitose, nível de ferritina de 350ng/mL e sobrecarga de ferro cardíaca significativa. Ela foi diagnosticada por ressonância magnética em T2* e recebeu terapia de quelação. Análise por ectacitometria confirmou o diagnóstico de xerocitose hereditária. Na sequência, a ressonância magnética em T2* demonstrou resolução completa da sobrecarga de ferro em vários órgãos e novo ecocardiograma revelou resolução completa das alterações cardíacas anteriores. A paciente permanece em terapia de quelação. Xerocitose é uma desordem genética autossômica dominante rara, caracterizada por estomatocitose desidratada. O paciente pode apresentar fadiga intensa e sobrecarga de ferro. Sugerimos o uso regular de ressonância magnética em T2* para o diagnóstico e controle da resposta à quelação de ferro em xerocitose e acreditamos que o exame pode ser útil também em outras anemias hemolíticas que necessitam de transfusões.

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ASSIS, Rêijane Alves de; et. al. Sobrecarga de Ferro em Adolescente com Xerocitose: A Importância da Ressonância Nuclear Magnética. Einstein, São Paulo, v. 11, n. 4, p. 528-532, out./ dez. 2013.
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In English: Iron Overload in a Teenager with Xerocytosis: The Importance of Nuclear Magnetic Resonance Imaging.

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Alta Correlação entre Ultrassonografia com Contraste de Microbolhas, Ressonância Magnética e Histopatologia na Avaliação do Carcinoma Hepatocelular

Alta Correlação entre Ultrassonografia com Contraste de Microbolhas, Ressonância Magnética e Histopatologia na Avaliação do Carcinoma Hepatocelular

Autores: Marcos Roberto Gomes de Queiroz; Miguel José Francisco Neto; Rodrigo Gobbo Garcia; Antonio Rahal Junior; Paolo Salvalaggio; Marcelo Buarque de Gusmão Funari.

Objetivo: Avaliar a eficácia da ultrassonografia com contraste de microbolhas no diagnóstico do carcinoma hepatocelular e comparar seus resultados com os de ressonância magnética e anatomia patológica.  Métodos: Foram avaliados 29 hepatopatas crônicos candidatos ao transplante pelo programa de transplante hepático do Hospital Israelita Albert Einstein. Esses pacientes foram submetidos a ressonância magnética, ultrassonografia com contraste de microbolhas e biópsia hepática excisional.  Resultados: Houve concordância ótima entre os resultados da ultrassonografia com contraste de microbolhas e aqueles da ressonância magnética. Notou-se concordância moderada entre os resultados obtidos pelos dois métodos, quando comparados com os resultados de anatomia patológica. Conclusão: A ultrassonografia com contraste de microbolhas mostrou-se um método tão acurado quanto a ressonância magnética na avaliação do carcinoma hepatocelular, resultado corroborado quando realizada a comparação conjunta dos dois métodos com a anatomia patológica.

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QUEIROZ, Marcos Roberto Gomes de; et. al. Alta Correlação entre Ultrassonografia com Contraste de Microbolhas, Ressonância Magnética e Histopatologia na Avaliação do Carcinoma Hepatocelular. Einstein, São Paulo, v. 11, n. 4, p. 500-506, out./ dez. 2013.
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In English: High Correlation between Microbubble Contrast-Enhanced Ultrasound, Magnetic Resonance and Histopathology in the Evaluation of Hepatocellular Carcinoma.

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Análise da Confiabilidade de Métodos Radiográficos para Avaliação da Artrodese Posterolateral Lombossacra

Análise da Confiabilidade de Métodos Radiográficos para Avaliação da Artrodese Posterolateral Lombossacra

Autores: Alberto Ofenhejm GotfrydFelipe de Moraes PomarNicola Jorge Carneiro NetoFernando José FranzinLuciano Miller Reis RodriguesPatricia Rios Poletto.

Objetivo: Analisar a concordância intra e interobservador de dois métodos radiográficos para avaliação da artrodese lombar posterolateral. Métodos: Foram submetidos à fusão posterolateral instrumentada 20 pacientes, avaliados por meio de radiografias anteroposteriores e laterais, em flexão e extensão máximas. As imagens foram avaliadas inicialmente por 6 médicos ortopedistas e, após 8 semanas, reavaliadas por 4 deles, totalizando 400 mensurações radiográficas. Foi realizada análise de confiabilidade intra e interobservador por meio do coeficiente Kappa e pelos critérios de Landis e Koch. Resultados: A porcentagem de concordância intra e interobservadores para radiografias anteroposteriores foi, respectivamente, 76 e 63%. Na incidência radiográfica lateral, esses valores foram de 78 e 84%, respectivamente. Entretanto, a análise pelo método de Kappa mostrou concordância fraca e ruim intra e interobservadores para a maior parte dos casos, independentemente do método radiográfico utilizado. Conclusão: Observou-se fraca concordância intra e interobservadores na avaliação da fusão lombossacra por meio de radiografias simples, nas incidências anteroposterior e laterais dinâmicas, não havendo superioridade estatística entre os métodos estudados.

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GOTFRYD, Alberto Ofenhejm; et. al. Análise da Confiabilidade de Métodos Radiográficos para Avaliação da Artrodese Posterolateral Lombossacra. Einstein, v. 12, n. 2, p. 198-203, jan./ jun, 2014.
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In English: Reliability Analysis of Radiographic Methods for Determination of Posterolateral Lumbossacral Fusion.

 

Obesidade versus Osteoartrite: Muito Além da Sobrecarga Mecânica

Obesidade versus Osteoartrite - Muito Além da Sobrecarga Mecânica

Autores: Angélica Rossi Sartori Cintra; Priscila Aikawa; Dennys Esper Correa Cintra.

Atualmente, a obesidade é considerada o maior problema de saúde pública do mundo, já atingindo características epidêmicas, segundo a Organização Mundial da Saúde. O acúmulo excessivo de peso é o maior fator de risco, associado a diversas doenças, como diabetes mellitus tipo 2, hipertensão, dislipidemias e doenças osteometabólicas, como osteoporose e osteoartrite. A osteoartrite é a doença reumática mais prevalente, e a principal causa de incapacidade física e diminuição da qualidade de vida da população acima de 65 anos. Acomete principalmente as articulações que suportam peso, como joelhos e quadris. No entanto, juntamente com os casos de obesidade, sua prevalência vem aumentando e em outras articulações, como as das mãos. Assim, supõe-se que a influência da obesidade no desenvolvimento da osteoartrite esteja além da sobrecarga mecânica. O objetivo desta revisão foi correlacionar os possíveis mecanismos que determinam a gênese e o desenvolvimento dessas duas doenças. O aumento da massa adiposa é diretamente proporcional ao consumo exagerado de ácidos graxos saturados, responsáveis pela condição sistêmica de inflamação de baixo grau e resistência à insulina e à leptina. Em níveis elevados, a leptina assume características inflamatórias e age na cartilagem articular, desencadeando o processo inflamatório e alterando a homeostase desse tecido com consequente degeneração. Conclui-se que a obesidade é um fator de risco para a osteoartrite e que a prática de atividade física e modificações na composição da dieta podem reverter o quadro inflamatório e a resistência à leptina, atenuando a progressão ou prevenindo o surgimento da osteoartrite.

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CINTRA, Angélica Rossi Sartori; AIKAWA, Priscila; CINTRA, Dennys Esper Correa. Obesidade versus Osteoartrite: Muito Além da Sobrecarga Mecânica. Einstein, São Paulo, v. 12. n. 3, p. 374-379, ago./ set. 2014.
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In English: Obesity versus Osteoarthritis: Beyond the Mechanical Overload.

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Retardo da Radioterapia Pós-Operatória no Controle Local do Carcinoma Epidermoide de Língua e Soalho de Boca

Retardo da Radioterapia Pós-Operatória no Controle Local do Carcinoma Epidermoide de Língua e Soalho de Boca

Autores: Ali AmarHelma Maria ChedidOtávio Alberto CurioniRogério Aparecido DedivitisAbrão RapoportClaudio Roberto CerneaLenine Garcia Brandão.

Objetivo: Avaliar o efeito do tempo entre o tratamento cirúrgico e a radioterapia pós-operatória nas recidivas locais do carcinoma epidermoide de língua e soalho da boca. Métodos: Foram selecionados 154 pacientes tratados entre 1996 e 2007, considerando a frequência das recidivas locais e o tempo para início da radioterapia adjuvante. Resultados: As recidivas locais foram diagnosticadas em 54 (35%) pacientes. A radioterapia reduziu a frequência de recidivas locais, embora sem significância estatística. O tempo entre a cirurgia e o início da radioterapia pós-operatória não influenciaram, de forma significante, no risco de recidivas locais entre o pacientes que tinham indicação de tratamento adjuvante (p=0,49). Conclusão: Na presença de fatores de risco para recidiva local, um pequeno atraso no início da radioterapia adjuvante não contra-indica sua realização.

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AMAR, Ali; et. al. Retardo da Radioterapia Pós-Operatória no Controle Local do Carcinoma Epidermoide de Língua e Soalho de Boca. Einstein, São Paulo, v. 12, n. 4, p. 477-479, out./ dez. 2014.
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In English: Delayed Postoperative Radiation Therapy in Local Control of Squamous Cell Carcinoma of the Tongue and Floor of the Mouth.

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Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular no Tratamento das Prenhezes Ectópicas

Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular no Tratamento de Prenhezes Ectópicas

Autores: Vinicius Adami Vayego FornazariDenis SzejnfeldJulio Elito JúniorSuzan Menasce Goldman.

O advento da radiologia intervencionista tornou possível avanços notáveis no diagnóstico e no tratamento de diversas situações, na área de ginecologia e obstetrícia. No campo da obstetrícia, esses avanços incluem oclusão temporária das artérias hipogástricas para o manejo de placenta acreta e/ou prévia, embolização de fístulas arteriovenosas após curetagem uterina e manejo de prenhezes ectópicas uterinas e extrauterinas. A gravidez ectópica não tubária, seja cervical, abdominal, ovariana ou na cicatriz de cesárea, muitas vezes representa grande desafio terapêutico, principalmente quando há desejo de manutenção da fertilidade. As opções terapêuticas mais utilizadas para o tratamento de prenhez ectópica não tubária, são: terapia sistêmica com metotrexato e ressecção cirúrgica do saco gestacional ectópico; porém a abordagem intervencionista com injeção direta de metotrexato no saco gestacional ou quimiembolização intra-arterial das artérias uterinas, apresentam-se na literatura recente, como modalidades terapêuticas viáveis, seguras, eficazes, com baixa morbidade, menor tempo de internação e rápida recuperação clínica. Devido ao diminuto arsenal de materiais utilizados e à crescente formação de especialistas na área, a intervenção radiológica, como opção de tratamento nas prenhezes ectópicas, é financeiramente viável e apresenta acessibilidade considerável no mundo e na maioria do centros médicos brasileiros.

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FORNAZARI, Vinicius Adami Vayego; et. al. Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular no Tratamento das Prenhezes Ectópicas. Einstein, São Paulo, v. 13, n. 1, p. 167-169, jan./ mar. 2015.
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In English: Interventional Radiology and Endovascular Surgery in the Treatment of Ectopic Pregnancies.

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